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Cinema brasileiro no Oscar

[cws_sc_dropcap]T[/cws_sc_dropcap]odos os anos, os críticos e amantes de cinema ficam de olho nas premiações e festivais que permeiam a indústria cinematográfica. Mas, dentre todos esses eventos, o Oscar é o que mais atrai a atenção do público no mundo todo.

Apesar de muitas vezes a avaliação dos críticos da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas ser contestada, o Oscar ainda é considerado a premiação mais importante e cobiçada do mundo do cinema.

Em função disso, muitas pessoas param para assistir a cerimônia para torcer pelos seus filmes favoritos. E nós, brasileiros, também nos encaixamos nesse contexto: sentamos em frente à TV para conferir se o cinema brasileiro consegue levar a famosa estatueta dourada para casa.

Ao todo, o Brasil conseguiu 34 indicações. Mas somente seis indicações são produções totalmente brasileiras; os outros filmes foram feitos em parceria com outros países.

Confira a seguir alguns representantes do cinema nacional no Oscar:

  • O Pagador de Promessas (1962)

Direção: Anselmo Duarte

Ano da indicação: 1963

Nomeado como um dos 100 melhores filmes de todos os tempos pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema, o longa foi adaptado de uma peça teatral escrita por Dias Gomes.

O filme se passa em Salvador e narra a história de um homem que fez uma promessa de carregar uma grande cruz pela cidade. O homem tenta cumprir essa promessa, que foi feita num terreiro de candomblé, enfrentando a repulsa da Igreja Católica.

Perdeu a estatueta para o drama francês “Sempre aos Domingos” (1962) na categoria de Melhor Filme Estrangeiro.

  • O Quatrilho (1995)

Direção: Fábio Barreto

Ano da indicação: 1996

O filme relata as traições cometidas entre dois casais de amigos que moram numa zona rural do Rio Grande do Sul. Protagonizado por Patrícia Pillar, o filme foi baseado numa história real e os cenários acabaram se tornando pontos turísticos em Farroupilha, RS.

A obra foi indicada para Melhor Filme Estrangeiro, mas acabou perdendo para a comédia dramática holandesa “A Excêntrica Família de Antônia” (1995).

  • O Que É Isso, Companheiro? (1997)

Direção: Bruno Barreto

Ano da indicação: 1998

Baseado no best seller do jornalista Fernando Gabeira, o longa conta a história real do sequestro de um embaixador americano no Brasil. Alguns nomes do elenco são Pedro Cardoso, Fernanda Torres e Selton Mello.

Quem levou o prêmio de Melhor Filme Estrangeiro foi a Holanda, com o filme “Karaketer” (1997).

  • Uma História de Futebol (1998)

Direção: Paulo Machline

Ano da indicação: 2001

O curta metragem relata a infância de Pelé. As histórias são contadas por um amigo de infância do jogador, que resgata fatos do passado depois de adulto.

Foi a única produção brasileira a ser indicada na categoria de Melhor Curta Metragem, que acabou contemplando uma coprodução entre México e Alemanha chamada “Quiero Ser” (2000).

  • Cidade de Deus (2002)

Direção: Fernando Meirelles

Ano da indicação: 2004

Este é o filme brasileiro mais conhecido nacionalmente e internacionalmente, que trouxe prestígio para o cinema nacional.

Cidade de Deus chegou a ser ignorado pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, ficando de fora do Oscar em 2003. Porém, no ano seguinte, o longa foi nomeado para concorrer às categorias de Melhor Direção, Edição, Roteiro Adaptado e Fotografia. O único filme brasileiro a concorrer à quatro categorias no Oscar.

Apesar de ter perdido a estatueta para “O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei”, que ganhou Melhor Direção, Roteiro Adaptado e Edição, e para “Mestre dos Mares: O Lado Mais Distante do Mundo”, que levou o prêmio por Melhor Fotografia, os produtores brasileiros voltaram para casa com uma enorme notoriedade e reconhecimento, conseguindo atrair os olhares do mundo para o cinema brasileiro.

  • O Menino e o Mundo (2013)

Direção: Alê Abreu

Ano da indicação: 2016

O longa de animação apresenta um estilo não muito convencional, utilizando técnicas de animação mais artesanais e pouco tecnológicas.

O filme quase sem diálogos é uma produção independente e, portanto, não possuía recursos financeiros para divulgação nos Estados Unidos. Mas mesmo assim, o longa não deixou de concorrer à categoria de Melhor Animação, primeiro filme brasileiro a conseguir este feito. Divertida Mente (2015) acabou levando o prêmio.

Além das obras citadas acima, vale ressaltar que outros filmes com coproduções brasileiras já passaram pelo Oscar, como os documentários “Lixo Extraordinário” (2010) e “Sal da Terra” (2014) e a ficção “Me Chame Pelo Seu Nome” (2017).

A coprodução entre Brasil e França no filme “Central do Brasil” (1998) rendeu a única indicação de uma atriz brasileira na categoria de atuação. Fernanda Montenegro saiu derrotada por Gwyneth Paltrow (Shakespeare Apaixonado), o que gerou muita polêmica.

O Brasil também já foi indicado duas vezes na categoria de Canção Original, com Carlinhos Brown na animação “Rio” (2011) e com Ary Barroso no filme “Brazil” (1944).

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