Loading...

Categorias

Canal da Ilha

Democratização do Acesso ao Cinema no Brasil

A invenção do cinematógrafo pelos irmãos Lumière nasceu como um instrumento de cunho científico, que servia para realizar pesquisas. George Meliès, conhecido como o pai da ficção científica e ilusionista, se interessou pelo invento e começou a utilizá-lo em seus espetáculos.

A partir disto, o cinema começou a se transformar numa forma de contar histórias que cativou as pessoas e que, posteriormente, conquistou seu espaço no mundo da Arte. E o sucesso foi tanto que essa forma de manifestação artística se perdura por mais de um século.

Se firmando como um instrumento cultural, os países possuem incentivos e leis a fim de fomentar a produção cinematográfica e o consumo. No contexto brasileiro, a Constituição Federal de 1988 assegura aos cidadãos acesso a fontes de cultura nacional, garantindo acesso igualitário ao bem cultural. Mas, a realidade é outra: de acordo com o IBGE, 91% dos municípios brasileiros não possuem salas de cinema e 60% dos jovens nunca compareceram ao cinema.

Na década de 70, o Brasil contava com quase 3.300 salas de cinema, uma para cada 30.000 habitantes, a maioria localizadas em cidades do interior. Porém, o cenário cinematográfico brasileiro se transformou quando milhares de pessoas passaram a viver nos centros urbanos.

O processo acelerado de urbanização, a falta de investimentos em infraestrutura urbana, a baixa capitalização das empresas exibidoras, as mudanças tecnológicas e outros fatores contribuíram para uma abrupta queda do cinema nacional: nos anos 90, haviam um pouco mais de 1000 salas. Entretanto, a atividade de exibição ganhou um pouco mais de fôlego devido a expansão dos shoppings centers, chegando às atuais 2.200 salas.

Apesar disto, esse crescimento ainda é insuficiente, já que o Brasil está na 60° posição no ranking da relação de habitantes por sala. Isso se dá, pois, as áreas em que os cinemas estão situados são concentradas: foram beneficiados locais com renda mais alta nas grandes cidades. Enquanto isso, as periferias urbanas, cidades pequenas e médias do interior e algumas regiões do Brasil, como o Norte e o Nordeste, continuam mal atendidas pelos circuitos de exibição.

Deste modo, além da má distribuição, a desigualdade social (que dificulta pagar por ingressos e se locomover até os cinemas), baixo investimento no setor cultural, falta de entendimento do cinema como cultura e até mesmo a falta de interesse de alguns cidadãos também são fatores que influenciam esse quadro.

Para promover a democratização do acesso ao cinema, o governo implantou algumas medidas, entre as quais podemos destacar “Cinema para Todos” (parcerias com municípios para que filmes nacionais sejam exibidos com baixo ou nenhum custo para a população), “Cinema é Para Você, Sim!” (carretas que se transformam em grandes telas de projeção percorrem várias regiões do Brasil), convênios entre salas de cinema e escolas (alunos das escolas podem assistir filmes no cinema com baixo custo em dias específicos), e uma lei vigente até 2020 que exige que todas as salas de cinema sejam adaptadas para deficientes visuais e auditivos.

Você pode conferir mais do nosso trabalho em: https://www.youtube.com/channel/UCIHsVi907KDektcBnT9bWKw

Créditos imagem capa: Fundo vetor criado por freepik – br.freepik.com  

Post a Comment

Your email address will not be published. Required fields are marked *