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Coronavírus: entenda mais sobre a epidemia

O Coronavirus, ou COVID-19, é uma família de vírus que causam infecções respiratórias. Ele existe desde 1960, mas no final de 2019, foi descoberto um novo agente na China, do qual os humanos ainda não possuem imunidade, deixando o mundo em estado de alerta.

Em dezembro de 2019, foram registrados casos na China e em apenas três meses depois ele já se espalhou por 183 países. No mundo inteiro, apenas nesse período, foram registrados mais de 200 mil pessoas infectadas e 8700 mortes por conta do vírus.

Essa doença pode se espalhar de pessoa para pessoa através de pequenas gotículas do nariz ou da boca exaladas de uma pessoa doente ao tossir, ou ao entrar em contato com objetos contaminados e encostando nos olhos, nariz ou boca.

Ainda não é possível afirmar quanto tempo o vírus sobrevive na superfície ou no ar, mas estudos apontam que o vírus pode persistir nas superfícies por algumas horas ou até mesmo vários dias. Isto pode variar e depende das condições do local, do clima e da umidade do ambiente.

Sintomas e grupos de risco

O grupo de risco conta com idosos, crianças, gestantes e doentes crônicos. Para todos, mas especialmente o grupo de risco, é recomendado evitar contato social como idas ao cinema, shoppings, viagens e locais com aglomeração de pessoas.

Pacientes com doenças cardiovasculares (pressão alta, vítimas de AVC’s e ataques cardíacos), diabetes, asma, câncer e fumantes também estão no grupo de risco.

É necessário se atentar aos sintomas do Coronavírus. Os principais são a tosse, a febre e a dificuldade de respirar. Caso a pessoa apresentá-los de maneira contínua, ela deve procurar o quanto antes o pronto socorro.

Ainda assim, muitas pesquisas mostram que muitos contaminados pelo vírus não apresentam os sintomas. Esse fator preocupante ainda se agrava: essas pessoas são responsáveis por até 2 terços das infecções. Nesse cenário, torna-se indispensável adotar medidas de segurança no dia a dia.

Medidas preventivas

A Organização Mundial da Saúde apontou algumas medidas para reduzir o contágio da doença, a serem colocadas em prática em todos os estados brasileiros.

Isso é de extrema importância pois dados mostram que sem a adoção das medidas propostas pela pasta para prevenção, o número de casos da doença pode dobrar a cada três dias.

O Cononavírus é uma doença de contágio principalmente de contato, então devemos tomar certas atitudes no dia a dia para tentar diminuir os casos:

  • Lavar as mãos com água e sabonete de 2 em 2 horas, por aproximadamente 20 segundos;
  • Utilizar a etiqueta respiratória, como cobrir a boca com o antebraço ou lenço descartável ao tossir e espirrar
  • Evitar aglomerações e reduzir contato social. Quando não for possível, manter uma distância entre pessoas
  • Desinfecção de objetos e superfícies tocados com frequência, como celulares, brinquedos, maçanetas, corrimão
  • Não compartilhar objetos de uso pessoal, como copos, toalhas e talheres
  • Evitar cumprimentos como abraços, apertos de mãos e beijos no rosto
  • Não utilizar máscaras. O uso delas deve ser feito apenas por pessoas doentes, casos confirmados da doença, contatos domiciliares e profissionais de saúde

Para os trabalhadores, é recomendado a redução de deslocamentos para o trabalho. O Ministério da Saúde incentiva que reuniões sejam realizadas virtualmente, que viagens não essenciais sejam adiadas/canceladas e que, quando possível, realizar o trabalho de casa (home office).

Serviços públicos e privados devem disponibilizar locais para que os trabalhadores lavem as mãos com frequência, álcool em gel 70% e toalhas de papel descartáveis.

Além disso, recomenda-se cuidar bem da saúde, tendo uma boa alimentação, uma boa noite de sono e evitar estresse, doenças e outros fatores prejudiciais para o sistema imunológico.

Epidemia

Epidemia significa um surto de uma doença infecciosa que ocorre em um período em dada população e/ou região. Devido a esse caráter, países do mundo inteiro estão decretando medidas de distanciamento social, como a quarentena.

Isso ocorre tanto para diminuir o contágio entre as pessoas, mas também porque o sistema de saúde dos países não conseguiriam sustentar o caso de muitas pessoas doentes.

Fonte: The Economist (Maria Pace/ The Economist) e SuperInteressante (Montagem)

No gráfico, a curva vermelha representa grandes casos de número de infecções, em países que não utilizaram medidas de proteção. Excedendo a capacidade do sistema de saúde do país, ocorrerá um grande número de óbitos e proliferação excessiva da doença.

Já a curva verde mostra a situação ideal para os países afetados pela doença, com o objetivo de diminuir contagiados, mortes e retardar o avanço do Coronavírus. Dessa forma, ganha-se também tempo para que sejam desenvolvidas medidas de extinção do vírus.

— por Julia Cortezia, Canal da Ilha

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