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Cenário dos setores comerciais no varejo

A retração da economia já era esperada por especialistas enquanto a pandemia durasse. Há mais de 120 dias em quarentena e medidas de isolamento, estimava-se uma melhora e diminuição na disseminação do vírus. Sem sucesso alguns setores vêm sentindo os danos causados não somente na saúde, mas também no mercado devido a Covid-19.

Com o fechamento de estabelecimentos por conta do isolamento e as regras impostas pelo presidente, governadores e prefeitos, as empresas tiveram que se reinventar, driblar os obstáculos e dificuldades para atender seus clientes, principalmente com a redução do quadro de funcionários e diminuição da carga horária. Porém, outros setores como supermercados tiveram um avanço no fim do semestre e um visível crescimento no comércio de móveis/eletro e material de construção.

O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, SEBRAE, vem auxiliando com conteúdos informativos e divulgou uma tabela que exemplifica bem essa queda e avanço no mercado.

Com base nos dados fornecidos pela CIELO é possível notar que setores não duráveis no geral tem elevado seu movimento com um avanço de +1,8% em destaque os supermercados que não demonstram queda desde março, pelo contrário se manteve em ascensão, ganhando +18,2% de avanço do dia 14 a 20 de junho.

Os postos de gasolina tem demonstrado um leve avanço de 0,9%. Podemos atribuir essa porcentagem a flexibilização de alguns estabelecimentos, no cenário do 1° semestre o isolamento social trouxe o homeoffice e com isso a diminuição de carros nas ruas, por consequência a queda no abastecimento. 

Setores duráveis que não são de consumo rápido, por exemplo vestuário, teve uma diminuição visível de -63,7% conseguindo uma retomada de +18,1%. Entretanto na visão geral tal setor cresceu em +27,5% demonstrando um avanço otimista para as empresas e comércios locais. 

Prestação de serviços como turismo e bares se mantém em queda, isso ocorre por serem estabelecimentos que por si só geram aglomeração e risco notável de contaminação. Apesar dos locais turísticos estarem fechados os serviços automotivos obteve um aumento de +10,6%. 

Podemos observar que as variáveis de aumento e queda ocorre devido a necessidade de utilização, consumo e ao mesmo tempo em relação a disponibilidade de tempo da população por conta do isolamento, o que possibilita uma reforma ou nova disposição na decoração da casa, por isso a alta na compra de materiais de construção em +22,2% e móveis em +45,6%. 

Ao todo, a economia vem avançando a passos lentos, ao agrupar todos esses setores citados, podemos compreender que o varejo teve uma melhoria de +7,9% mas é importante observar que isso ocorre devido a comércios específicos e necessidades diárias como produtos alimentícios, de limpeza, higiene pessoal e consumíveis no geral . O cenário para alguns ainda é de queda, farmácias, turismo e transportes, assim como bares e restaurantes permanecem em queda, a perspectiva é de melhoria para o próximo semestre com o controle do vírus e a criação de uma possível vacina.

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— por Joyce Lopes, Canal da Ilha

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